Forense de deepfake: como analisar imagens suspeitas de serem geradas por IA
Passo a passo para examinar imagens possivelmente sintéticas — metadados, artefatos de geração e inconsistências de iluminação e sombra — num cenário em que a mídia falsificada vira prova contestada.
Com geradores de imagem acessíveis a qualquer um, a pergunta "esta foto é real?" virou rotina pericial. O guia sistematiza o exame de imagens suspeitas de síntese por IA em camadas complementares, da mais barata à mais profunda.
Primeiro, os metadados: EXIF ausente ou inconsistente, cadeias de software reveladoras, dimensões atípicas dos geradores. Depois, os artefatos de síntese: anatomia sutilmente errada (mãos, dentes, orelhas), texturas "perfeitas demais", texto ilegível em fundo, padrões de frequência característicos dos modelos generativos. Por fim, a física da cena: iluminação e sombras que não fecham com uma única fonte de luz, reflexos impossíveis, perspectiva inconsistente entre elementos.
Nenhum indicador isolado condena ou absolve a imagem — geradores melhoram a cada mês e apagam artefatos individuais. A conclusão pericial sai da convergência de evidências entre as camadas, e o laudo honesto declara o grau de confiança em vez de fingir certeza binária.