Timing de vídeo: estabelecendo a precisão temporal na análise pericial de gravações
Análise forense de vídeo depende de acertar o tempo — taxa de quadros variável e timestamps de contêiner e codec. O artigo aborda como reconstruir a linha temporal correta de uma gravação para uso probatório.
Em vídeo forense, o "quando" costuma valer tanto quanto o "o quê" — e o tempo em arquivos de vídeo é traiçoeiro. Taxa de quadros variável (VFR), timestamps distintos entre contêiner e codec, e relógios de câmera dessincronizados fazem com que a conta ingênua "quadro N ÷ fps" produza horários errados.
O artigo percorre a reconstrução temporal correta: extrair os timestamps de apresentação reais de cada quadro, entender o que o contêiner registra versus o que o encoder gravou, e ancorar a linha de tempo do vídeo em referências externas verificáveis quando o relógio do equipamento não é confiável.
Para casos onde segundos importam — sequência de um acidente, ordem de disparos, presença num local — o erro de timing invalida a conclusão. Tratar o tempo do vídeo como artefato a ser periciado, e não como dado lido, é a diferença entre um laudo sólido e um vulnerável.