Reconstruindo localizações passadas sem dados de geolocalização
Nem todo rastro de local vem de GPS. O artigo mostra como inferir onde um dispositivo esteve a partir de artefatos indiretos — redes Wi-Fi conhecidas, fusos, timestamps e cache de mapas — quando a geolocalização explícita não está disponível.
Nem toda investigação tem o luxo de um histórico de GPS. O artigo compila as fontes indiretas de localização que dispositivos acumulam continuamente: redes Wi-Fi conhecidas (SSIDs mapeáveis a endereços), fusos horários registrados por aplicativos, cache de tiles de mapas, metadados de conexão e artefatos de aplicativos que embutem localização sem alarde.
Individualmente, cada vestígio é fraco — um SSID pode se repetir, um fuso cobre um continente. A técnica está na correlação: redes vistas em sequência com timestamps desenham trajetos; o cache de mapas revela áreas consultadas; a combinação restringe o espaço de hipóteses até algo útil.
É também um lembrete para o outro lado do exame: desligar o GPS não torna um dispositivo mudo sobre onde esteve. Para o perito, significa que "sem dados de localização" quase nunca é a resposta final — é o ponto de partida para a coleta indireta.