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risco médioNOTÍCIA2026-07-01 · 2 min de leitura
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Passware Kit Mobile 2026 v4 decifra Samsung S20 explorando falha na bootROM do Snapdragon 865

Resumo executivo

A nova versão do Passware Kit Mobile passa a decifrar os modelos Galaxy S20/S20+/S20 Ultra equipados com o chipset Qualcomm SM8250 (Snapdragon 865 'Kona'), explorando uma vulnerabilidade de bootROM presente em aparelhos fabricados no início de 2020. Com aceleração por GPU (RTX 4070 Ti), a ferramenta alcança mais de 17 mil tentativas de senha por segundo. A novidade complementa o suporte já existente às variantes Exynos do S20 e à linha S10, ampliando a cobertura forense para dispositivos Samsung antigos.

A Passware lançou a versão 2026 v4 do Passware Kit Mobile com suporte a decifração dos Galaxy S20, S20+ e S20 Ultra equipados com o chipset Qualcomm SM8250, fabricados numa janela específica no início de 2020. Até esta atualização, a ferramenta cobria apenas a variante Exynos do S20 e a linha S10, deixando de fora justamente os aparelhos com processador Qualcomm, mais comuns em mercados como o americano.

A técnica descrita explora uma vulnerabilidade na bootROM do chipset - código gravado em memória somente leitura, executado no estágio mais inicial do boot, antes de qualquer verificação de assinatura do sistema operacional ou carregamento do bootloader. Falhas desse tipo tendem a ser as mais valiosas para aquisição forense porque não podem ser corrigidas por atualização de firmware em unidades já fabricadas: a única correção possível é numa revisão de silício futura, o que explica por que o exploit fica restrito a um lote específico de fabricação. Obter execução de código nesse estágio normalmente permite contornar proteções que dependem do sistema operacional já estar de pé, abrindo caminho para ataque de força bruta contra o PIN ou senha do usuário - no caso, acelerado por GPU para superar 17 mil tentativas por segundo.

Para a perícia, isso amplia o universo de aparelhos 'quebráveis' sem cooperação do fabricante e sem recorrer a chip-off, reduzindo o tempo de análise em casos hoje represados por bloqueio de tela em modelos específicos. Ao mesmo tempo, por não ser corrigível via patch em unidades já vendidas, esse tipo de vulnerabilidade de bootROM tem natureza dual-use: a mesma falha que viabiliza extração forense legítima também pode, em tese, ser usada por quem tiver acesso físico ao aparelho fora de um contexto investigativo, reforçando a importância de documentar cadeia de custódia e base legal para o uso da técnica.

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