Forense de extensões de IA conversacional no navegador: o que Monica, Sider e MaxAI deixam para trás
Artigo aceito para o volume 58 da Forensic Science International: Digital Investigation (FSI:DI), assinado por Juhyeon Han e Taeshik Shon, propõe mapear os artefatos forenses deixados por três extensões populares de assistentes de IA conversacional para navegador — Monica, Sider e MaxAI. O tema é relevante porque essas extensões processam e armazenam localmente conversas e dados potencialmente sensíveis, fora do escopo tradicional de forense de navegador focado em histórico e cookies.
O trabalho, publicado na Forensic Science International: Digital Investigation — um dos periódicos de maior peso na área de forense digital, ao lado do JDFSL — foca em uma categoria de artefato ainda pouco mapeada pela literatura: extensões de navegador que embutem assistentes de IA conversacional (Monica, Sider e MaxAI), instaladas por milhões de usuários para resumir páginas, responder e-mails ou conversar diretamente dentro do browser. Diferente de assistentes de IA nativos de sistema operacional, essas extensões operam no sandbox do navegador e potencialmente armazenam históricos de conversa, prompts e configurações de conta em estruturas próprias de armazenamento local (IndexedDB, local storage, ou arquivos de perfil da extensão).
Artigos desse tipo, publicados na FSI:DI, tipicamente seguem uma metodologia de análise forense estática — instalação controlada da extensão em ambiente de teste, geração de atividade sintética (conversas, buscas, configurações), e posterior extração forense do perfil do navegador para identificar onde e em que formato cada extensão persiste dados de conversa, tokens de autenticação e metadados de conta, além de avaliar o quanto sobrevive após desinstalação ou limpeza de cache.
Para investigadores de crimes que envolvem uso de assistentes de IA — desde geração de conteúdo fraudulento até uso desses assistentes para pesquisa ou planejamento de atividade ilícita — mapear onde essas conversas ficam armazenadas localmente no dispositivo da vítima ou do suspeito é um artefato de investigação novo e crescente em relevância, à medida que esses assistentes substituem parte do uso de buscadores tradicionais, cujos artefatos de histórico já são bem compreendidos pela forense de navegador clássica.
Não foi possível acessar o texto completo do artigo (o ScienceDirect retornou erro de acesso/paywall), portanto os detalhes técnicos específicos de que artefatos foram efetivamente encontrados em cada extensão não puderam ser confirmados nesta análise — o resumo acima reflete o escopo do tema a partir do título, autoria e periódico, não os achados do estudo.