Artigo acadêmico propõe framework forense para ambientes Desktop-as-a-Service em nuvem
Publicado na Forensic Science International: Digital Investigation (v.58, set/2026) por Park, Kim, Kim, Lee e Jeong, o artigo propõe um framework de investigação forense voltado a ambientes DaaS (Desktop-as-a-Service). O tema é relevante porque soluções de desktop virtual em nuvem armazenam estado de sessão e artefatos do usuário em infraestrutura multi-tenant e efêmera, o que rompe premissas da forense tradicional de disco.
Serviços de Desktop-as-a-Service — como Amazon WorkSpaces, Citrix DaaS ou Windows 365 — entregam uma máquina virtual completa acessada remotamente, com o armazenamento e o processamento residindo inteiramente na infraestrutura do provedor de nuvem. Isso muda fundamentalmente o modelo de aquisição forense: não há mais um disco físico local para copiar bit a bit, e o exame depende de artefatos do lado do cliente (cache de sessão, logs do protocolo de conexão), de snapshots de hipervisor controlados pelo provedor e de logs de API da própria plataforma de nuvem.
Um framework forense para esse cenário normalmente precisa endereçar três problemas centrais: identificar onde cada categoria de evidência efetivamente reside (terminal do usuário, camada de virtualização, ou plano de controle do provedor); como preservar esses dados antes que sejam sobrescritos, já que sessões de desktop virtual costumam ser recicladas ou destruídas ao fim do uso; e como manter cadeia de custódia quando a extração depende de cooperação do provedor de nuvem, muitas vezes em jurisdições diferentes da investigação.
A relevância prática é crescente: adoção de DaaS cresceu significativamente em ambientes corporativos como forma de padronizar postos de trabalho e reduzir superfície de ataque em endpoints físicos, mas isso desloca a evidência para fora do alcance direto do perito, exigindo procedimentos formais de solicitação e integração com APIs de nuvem em vez de imagem forense tradicional. Um framework padronizado ajuda examinadores a saber quais artefatos pedir, em que ordem preservá-los e como documentar a cadeia de custódia nesse contexto distribuído.
O texto completo do artigo está atrás de paywall da ScienceDirect e não pôde ser acessado durante esta análise (erro 403), de modo que os detalhes específicos da metodologia proposta pelos autores não puderam ser confirmados; a discussão acima descreve o contexto técnico geral do problema que o título indica ser o foco do trabalho, sem atribuir aos autores conclusões não verificadas.