Análise de correlação entre pilotos e drones usando dados forenses da nuvem da DJI
Um artigo da Forensic Science International: Digital Investigation propõe correlacionar a identidade de um piloto com a de um drone específico a partir de dados extraídos da plataforma em nuvem da DJI. A abordagem complementa os métodos já estabelecidos de extração local de logs de voo, sendo especialmente útil quando o dispositivo físico não está disponível para exame.
O acesso ao texto completo foi bloqueado pelo ScienceDirect (HTTP 403); a análise a seguir parte do título, da autoria (Hangyeol Kim, Dabin We, Wonseok An e Myungseo Park) e de conhecimento geral sobre forense de drones DJI, sem inventar os resultados específicos do estudo.
Os aplicativos DJI (como o DJI Fly) sincronizam com contas de usuário na nuvem da fabricante, registrando telemetria de voo, números de série de dispositivo e vínculos entre conta e aeronave. A forense tradicional de drones DJI já se apoia fortemente em logs locais (arquivos .DAT/.TXT) extraídos do próprio drone ou do controle remoto; a proposta de correlacionar esses dados com registros da nuvem da DJI amplia essa capacidade para cenários em que o drone físico não foi recuperado, mas há indícios de qual conta de usuário operou determinado aparelho.
Esse tipo de correlação é relevante em investigações de violação de privacidade, contrabando ou incursões em espaço aéreo restrito, situações em que identificar quem pilotava um drone específico é frequentemente mais importante do que reconstituir a rota de voo em si. Ao complementar a extração local já consolidada com artefatos de nuvem, o método pode preencher uma lacuna probatória comum: casos em que o drone é apreendido sem o controle remoto associado, ou em que o aparelho é descartado pelo operador antes da apreensão, mas a conta na nuvem da DJI permanece como elo de ligação entre pessoa e equipamento.