IA na forense digital: 10 boas práticas para peritos
Recomendações para incorporar IA à perícia sem comprometer a validade da prova — da validação e explicabilidade das ferramentas à cadeia de custódia e à documentação que o tribunal exige.
Com IA entrando em todas as etapas do fluxo pericial — triagem, classificação de mídia, revisão de documentos — o artigo compila dez práticas para usá-la sem comprometer a validade da prova. O fio condutor: a ferramenta pode ser nova, mas as obrigações do perito não mudaram.
Entre as recomendações centrais: validar a ferramenta contra conjuntos de teste conhecidos antes de usá-la em caso real; preferir sistemas que expliquem suas decisões a caixas-pretas; manter o humano como revisor de tudo que vira conclusão; e documentar versão, configuração e limitações do modelo usado — porque a defesa vai perguntar, e "foi o que a IA disse" não é resposta admissível.
A cadeia de custódia também se estende ao processamento: se um classificador priorizou (ou descartou) evidência, isso é parte do histórico do exame e precisa estar registrado. IA sem trilha de auditoria é atalho que custa caro na contestação.