A Atola Technology apresentou o Atola Boot Image, um ambiente forense inicializável (bootável) voltado a cenários em que retirar o disco do computador da cena é arriscado, demorado ou fisicamente inviável. A proposta é permitir que o perito colete uma imagem forense do disco interno mantendo-o instalado na própria máquina, reduzindo o risco de dano ao hardware e o tempo de resposta em campo.
Pesquisadores publicaram na Forensic Science International: Digital Investigation (vol. 59) um estudo com casos reais de extração de artefatos forenses em impressoras 3D Creality baseadas em Linux, rodando o firmware open-source Klipper. O trabalho endereça uma lacuna pouco explorada na perícia: dispositivos de manufatura aditiva que combinam microcontrolador e uma placa companheira Linux completa.
Um paper de posicionamento e arquitetura propõe um modelo neutro de fornecedor para registrar, com ancoragem criptográfica em blockchain, comunicações entre agentes de IA, chamadas de ferramentas, aprovações humanas e artefatos de processo, sem colocar conteúdo sensível on-chain. A motivação declarada é um incidente de 2026 envolvendo OpenAI e Hugging Face, e o objetivo é dar suporte a reconstrução de incidentes, auditorias de GRC e conformidade com EU AI Act, NIS2 e o Cyber Resilience Act.
A Belkasoft anunciou em prévia o recurso BelkaGPT na versão 2.12 do Belkasoft X, capaz de traduzir chats, SMS e textos extraídos de artefatos em mais de 100 idiomas, rodando inteiramente na máquina do perito. A proposta é eliminar a necessidade de enviar evidência digital a serviços de tradução em nuvem durante a análise.
Artigo da FSI: Digital Investigation propõe uma metodologia de perícia digital voltada a robôs quadrúpedes, tratando esses dispositivos como uma nova classe de evidência com sensores, telemetria e conectividade próprios. O tema é emergente à medida que empresas de segurança e forças policiais passam a adotar esse tipo de hardware.
A Magnet Forensics defende que mandados de busca para dados em nuvem sejam redigidos a partir do que cada provedor efetivamente guarda, em vez de pedidos genéricos de 'tudo'. A metodologia proposta usa três perguntas estruturais e cinco perguntas por categoria de dado solicitado, com prazos de retenção diferenciados por tipo. O exemplo citado é o Google Takeout, que hoje expõe 62 categorias de dados exportáveis.
O Forensic Focus publicou um guia prático para identificar volumes BitLocker protegidos pelo modo Clear Key e descriptografá-los usando as ferramentas de código aberto dislocker e bdeinfo. O texto ensina a reconhecer a assinatura "-FVE-FS-" nos metadados FVE como indício de que a chave está armazenada em texto claro dentro da própria imagem, permitindo montar o volume NTFS decifrado sem senha de recuperação.
A CYFOR Forensics publicou um artigo explicando a técnica de "frequency analysis" usada em perícia móvel para avaliar a plausibilidade de alegações a partir de padrões temporais de chamadas, mensagens, uso de aplicativos e navegação. Em vez de olhar para um evento isolado, o método reconstrói o comportamento habitual do usuário ao longo do tempo e busca anomalias — picos, quedas ou silêncios de comunicação — em torno de datas relevantes para o caso.
O Forensic Focus publicou um guia sobre extração móvel direcionada (Targeted Mobile Extraction) e o recurso Collect Files no ADF Pro, ferramenta da ADF Solutions voltada a triagem forense de dispositivos móveis. O material mostra como investigadores podem coletar apenas os dados relevantes a um caso, mantendo a aquisição dentro do escopo autorizado por mandado judicial ou consentimento.
A Thermo Fisher Scientific corrigiu a CVE-2026-17583, uma vulnerabilidade em seu software de identificação humana Applied Biosystems que permitia alterar arquivos .fsa e .hid antes de serem carregados pelo software de análise, sem deixar sinais visíveis de adulteração. Um pesquisador demonstrou ser possível combinar dados de dois perfis de DNA distintos em um único arquivo que aparentava estar intacto desde 2015, gerando preocupação sobre a integridade de décadas de evidência genética usada em processos criminais.
A Magnet Forensics publicou um guia pratico sobre forense veicular, cobrindo identificacao, preservacao, extracao e analise de evidencias digitais em carros, caminhoes e frotas conectadas. O texto detalha as principais fontes de dados -- EDR, sistemas de infotainment e telematica -- alem de metodos de aquisicao e cuidados de cadeia de custodia especificos para veiculos.
Uma investigação do Citizen Lab correlacionou registros de pareamento USB no iPhone do ativista russo Andrey Pivovarov com um laudo pericial oficial russo que cita explicitamente o uso de UFED Physical Analyzer e UFED 4PC, três meses após a Cellebrite anunciar o fim das vendas para Rússia e Belarus. O caso expõe a lacuna entre suspender vendas e desativar remotamente hardware já em campo.
Recomendações para incorporar IA à perícia sem comprometer a validade da prova — da validação e explicabilidade das ferramentas à cadeia de custódia e à documentação que o tribunal exige.
Artigo da CYFOR Forensics discute a diferença entre uma prova digital simplesmente existir e ela ser efetivamente defensável em juízo, situando a acreditação ISO/IEC 17025 (supervisionada no Reino Unido pela UKAS) como referência de qualidade para laboratórios forenses. O texto detalha exigências de cadeia de custódia, validação de métodos e os principais pontos usados para contestar prova digital em tribunal.
Pesquisadores da University of Alabama in Huntsville publicam no Journal of Digital Forensics, Security and Law um panorama das arquiteturas de hardware e software de dispositivos IoT e do impacto dessa diversidade sobre investigações forenses. O artigo argumenta que a falta de padrões amplamente aceitos para extração de dados de dispositivos IoT heterogêneos é a principal barreira metodológica enfrentada por investigadores hoje.